Incompetência, inoperância, impunidade... são as causas da violência.”
Assim expressava um out door bem no centro de uma cidade na baixada fluminense. Estávamos vivendo dias dificies, dias de medo, dias de pavor, uma situação incontrolável.
Uma chacina leva nos braços a vida quase trinta pessoas, dentre elas alguns conhecidos meus. Em uma só noite quase trinta pessoas foram executadas!
A polícia se pronunciou, disseram que iriam apurar os fatos e prender os culpados por toda essa brutalidade. A população totalmente revoltada dizia: “Queremos justiça!” Essa é a vida de quem “paga para ver”. Mas tem um grupo realmente fantástico, - os especialistas - em menos de 24 horas eles já apresentaram o vosso parecer e o publicaram na primeira página dos jornais do país inteiro:
“A CULPA É DO GOVERNO!”
Fácil, não é?
Se esconder atrás de uma alternativa dessas é bem mais fácil do que resolver, afinal, a polícia realmente é mal paga, de fato faltam viaturas, e ainda o principal, não há investimento na educação e na cultura. De todas essas coisas já estamos cansados de saber, mas esses argumentos nos parecem muito cômodos.
A minha pergunta hoje é: Onde estávamos nós, a igreja de Cristo? Eu tenho algumas sugestões... Creio que estávamos muito ocupados pregando que éramos “a geração eleita”, ou quem sabe dizendo que tínhamos o “direito de prosperar”, dizíamos que “a gloria da segunda casa seria maior que a da primeira”, mas acho mesmo que estávamos fazendo um “convívio” para facilitar o nosso relacionamento, ou seja, estávamos fazendo o que já fazemos há muito tempo: "olhando para o nosso próprio umbigo”.
A palavra "inoperância" que li naquele out door me faz pensar e perceber que não fizemos nada porque essa tal inoperância se tornou uma cadeia que nos prendeu e nos prende até hoje. Será que o fato de eu estar preso a ela, não nos faz pensar em novos culpados para aquele desastre como... EU E VOCÊ?!
“Yes we can” Sim, nós podemos! Já dizia o presidente dos EUA, Barack Obama.
Digo hoje que a igreja de Cristo pode transformar o mundo inteiro através da propagação do evangelho da paz e evitar novos desastres se pararmos com essa visão narcisista que temos que ficar olhando para nós, admirando toda a nossa beleza em vez de olhar pela janela, e vamos ver a caótica situação do nosso vizinho. Afinal não era essa a proposta? Chorar com os que choram e se alegrar com os que cantam. Amar o teu próximo como a ti mesmo.
Fica aqui uma reflexão da indagação feita por Jesus:
“Quem é o próximo?”
Que Deus os abençoe!
Felipe Gonçalves
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